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terça-feira, 15 de março de 2016

Quem não vive para servir, não serve para viver

Por Thiago Farias

Entrevista perfil com o presidente do Lagarto Futebol Clube, Aloísio Andrade, o Prefeitinho.

Aos 14 anos, nenhuma criança sabe muito bem o que quer. E não foi diferente com Aloísio Andrade. Sergipano, natural do povoado Olhos D’água, estudante do Colégio Silvio Romero, tinha apenas interesse em estudar e ser alguém na vida. A única certeza que tinha era a de que “nunca quis ser vaqueiro”, relembrando o trabalho sofrido do seu pai.

Em 1981, seu pai Elizeu do Retiro (região do povoado Olhos D’água), visando um futuro melhor para os seus 12 filhos e não querendo que eles vivessem “amassando o gado ou derrubando boi”, compra uma casa na cidade e matricula seus filhos no Colégio Silvio Romero. Até que, em outubro daquele mesmo ano, o então prefeito José Vieira Filho cria o projeto “O prefeito mirim”, no qual as escolas tinham que apresentar um aluno para disputar a eleição. Foi nessa, que o Colégio Silvio Romero apresentou “O tabaréuzinho do Retiro” que conseguiu vencer os filhos de Lagarto, numa eleição no Rotary Club da cidade, surgindo então o apelido de Prefeitinho.
Aloísio tomando posse na Câmara de Vereadores de Lagarto

Após ser eleito o prefeito mirim de Lagarto, Aloísio passou a cuidar das coisas relacionadas à creches, escolas e esportes para o jovem. “Ai nessa época foi que eu despertei para a política”. Por gostar de rádio desde criança, Prefeitinho começou a participar ativamente de programas, que discutiam os problemas da cidade, e terminou se envolvendo em movimentos políticos: “Justamente porque a minha infância foi no meio político, na política partidária”, explica.

Por ter “bebido água de chocalho”, como dizia sua mãe, Prefeitinho seguiu para o mundo da comunicação, em especial o jornalismo. Em sua vida, política e comunicação sempre andaram juntos desde o projeto “Prefeito Mirim”, por isso ele acredita que quem é comunicativo vai direto para a política.

Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), Prefeitinho trabalhou como assessor do então presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Albano Franco, e ao retornar a Lagarto, inspirado na falta de um meio de comunicação independente, procurou meios para fundar uma rádio comunitária através do então governador Marcelo Déda, do Ministro das Comunicações ,Hélio Costa, e do deputado federal por Alagoas, Helenildo Ribeiro, até que em 2009 conseguiu fundar a Rádio comunitária Juventude FM 104.9. Por seus funcionários, Prefeitinho é considerado “exigente demais e às vezes até chato”, por seus ouvintes um bom radialista. Ele apresenta o Juventude Noticias programa de maior audiência no horário.
Atualmente, Prefeitinho é pré-candidato a prefeito de Lagarto

Hoje, o filho mais novo do vaqueiro é presidente da emissora de rádio, da Federação Sergipana das Rádios Comunitárias e do Lagarto Futebol Clube, mesmo sem nunca ter jogado futebol, mas preocupado com a situação, alegando que nasceu para servir. Para ele, “quem não vive para servir, não serve para viver”. 

Inspirado no ex-prefeito José Vieira Filho e no ex-presidente Lula, atualmente, Prefeitinho articula-se para que em 2020 consiga se tornar prefeito de Lagarto. “Digamos que essa poderia ser a fechada com chave-de-ouro do Prefeitinho”, brinca.

segunda-feira, 14 de março de 2016

“A gente só cresce se fizer os outros crescerem."

Por: Ivana Oliveira


Sabe quando você realiza tudo o que prometeu a si mesmo e se torna exatamente o que planejou quando era criança? Mariana sabe. Estudante do 4º período do curso de Administração, Mariana Cardoso Matos é uma jovem empreendedora de 20 anos.
Embora tenha sido desaprovada por alguns professores e amigos, Mariana sabia o que era melhor para ela e não hesitou em optar pelo curso de Administração. Seus pais não se surpreenderam com a escolha pois sabiam que seus passos eram todos devidamente ponderados. Além disso, desde que se conhece por gente, ela sempre deu seu jeito para ser independente.
“[Quando criança] Se eu ganhava algum dinheiro, eu procurava fazer alguma coisa, comprar material, fazer miçanga e vender na escola pra não precisar pedir dinheiro para os meus pais.”, diz Mariana. 
Mariana Matos | foto: arquivo pessoal
A experiência empreendedora, tanto na sua vivência como empresária júnior quanto como consultora da Mary Kay, só faz suas certezas quanto às suas escolhas aumentarem. Ela conta que há duas vertentes de treinamento como consultora: vendas e formação de equipes.
“A gente só cresce se fizer os outros crescerem. Por muito tempo, achei que era fútil por gostar tanto de maquiagem, de cabelo, essas coisas, mas tem uma frase da Coco Chanel que diz ‘Quando a pessoa está mal vestida, as pessoas prestam atenção à roupa dela, quando está bem vestida, prestam atenção nela.’ e isso é fascinante.”, diz Mariana.
Ao falar sobre a presença das mulheres no mercado empreendedor, ela resume: indiscutível. E exemplifica com a história de Mary Kay Ash, fundadora da Mary Kay que queria oferecer às mulheres de sua época uma opção de renda. “Às vezes o mercado da beleza é ridicularizado, mas tudo tem seu ponto de partida. Não acho que o trabalho precise ser algo sério com cálculos e números. A mulher precisa estar em todos os lugares.”
            Mas os homens também estão provando que não precisa haver segregação sexual. Mariana fala sobre um dos consultores que teve a iniciativa de participar do empreendimento Mary Kay através da namorada, que já era consultora. Afirma também que isso desfaz o estereótipo de que existem apenas homossexuais no ramo.